CONSCIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO HUMANO:
OVNIS E ABDUÇÕES, FENÔMENOS ANÔMALOS AFETANDO E ALTERANDO A
CONSCIÊNCIA
Drª Monica S. Borine
Introdução
Existem aproximadamente 100 bilhões de estrelas somente em
nossa galáxia.
Quantas delas possuem planetas? Em 2008 a NASA nos informa
que encontraram água na superfície lunar, aumentando a chance da
possibilidade de vida fora da Terra. Diversas teorias como a teoria da
“panspermia” alude para as sementes da vida que podem ter chegado do
espaço sideral até o planeta Terra através de meteoros caíram na Terra.
P. M. Churchland (1988) faz a pergunta? Em quanto desses
casos o processo evolutivo articulou a matéria até o nível de vida
efetiva, em quantos deles esse processo produziu inteligência consciente?
O primeiro exemplo de um “fenômeno OVNI” oficialmente
registrado ocorreu em nos EUA, 1947 uma semana antes de um jornal
americano publicar a queda de um ”Disco voador” em Roswel no Novo México.
O piloto oficial Arnold realizando um vôo nos EUA, viu uma frota de OVNIS
de 8 a 11 unidades voando a alta velocidade ao lado de sua aeronave. A
partir de então histórias de pessoas que dizem ter visto OVNIS no Brasil e
ao redor do mundo tem aumentado substanciosamente. Abdução é o termo
utilizado para dizer que a pessoa foi levada a outro local, interrogada
ou pesquisada por indivíduos muito diferentes de nós, seres humanos contra
a sua vontade consciente, poderíamos então dizer que se trata de uma
espécie de sequestro.
As experiências de encontro com OVNIs e de abdução por
alienígenas podem precipitar sérias crises emocionais e intelectuais que
tem muito em comum com as emergências espirituais, S. Grof & Grof Cristina
(1992).
O fenômeno requer uma explicação existindo no decorrer do
tempo às alternativas abaixo na tentativa de se explicar o fenômeno:
1)
Uma visão real de um objeto voador não
identificado (OVNI) e uma experiência de Abdução (sequestro) por seres desconhecidos
e de natureza não humana;
2)
Uma brincadeira sem medir consequências;
3)
Uma percepção equivocada de acontecimentos
naturais, satélites ou de aparelhos de origem terrestres que pairam nos
céus.
4)
Fantasias, falsas memórias ou alucinações
psicóticas.
Há vinte e cinco anos tenho tratado clinicamente de pessoas
com relatos referentes à OVNIS e suas experiências de Abdução em função da
dificuldade destas pessoas administrarem o fenômeno que dizem ter
vivenciado. John E. Mack docente, psiquiatra e psicanalista da
Universidade de Haward, um dos pioneiros na área psíquica depois de
estudar diversos casos clínicos desta natureza escreveu em seu livro
intitulado Abduções (1994):
“O fato de que as experiências descritas são simplesmente
impossíveis, de acordo com a visão da nossa ciência tradicional, parece-me
sim, racionalmente, um apelo sensível para uma mudança nessa perspectiva e
uma expansão de nossas ações de realidade, ao invés do “entupimento” de “dados
nas categorias existentes”... “Estas pessoas não são doentes, mas apenas seres
humanos traumatizados por suas experiências anômalas, as quais fogem da
“suposta normalidade” das pessoas comuns...”
E complementa: “... é um fenômeno que penetra
agressivamente, seja ele ou não deste mundo, seu poder, portanto, para atingir
e alterar a consciência é potencialmente imenso.”.
Em pesquisas clínicas que realizei constatei que muitas das
pessoas apresentavam inicialmente o que denominei na década de 90 de “Síndrome
de Abdução”, pois estas pessoas apresentavam um conjunto de sintomas muitas
vezes de diversas naturezas e algumas delas se encontravam num estado de
estresse pós-traumático. Características estas que permanece até hoje comuns em
pessoas que se dizem abduzidas e que alegam terem experiências de encontros com
OVNIS.
Estas pessoas tem narrado histórias de interações mentais,
telepáticas ou invasões em seus corpos como procedimentos de análises por seres
não humanos e desconhecidos.
Em relação a estes procedimentos de invasão física em 2007
no Canal History Channel, na TV via satélite, transmitiu um experimento
científico, dentro de um seriado chamado “Caçadores de OVNIS”:
Dr. Leir, médico cirurgião americano e sua equipe de
cientistas usaram um Gaussímetro simples, um Stud finder magnético e um detector
de rádio frequência, que resultaram nos seguintes achados referente ao objeto
ou chamado “chip”,encontrado dentro do corpo do paciente X que se diz abduzido
e constatou se através dos instrumentos que havia uma leitura de 6 MiliGauss
detectado no Gaussímetro. O stud finder magnético isolou o ponto exato onde o
objeto foi encaixado. O detetor de rádio frequência era tão preciso que se a
antena fosse apontada no segundo ou o quarto dedo do pé não haveria nenhuma
leitura. Quando apontado diretamente no terceiro dedo do pé houve uma leitura
de 65.5781 giga-hertz e 30.012732 mega-hertz. Dados estes interpretados pelos
cientistas significando que o objeto desconhecido implantado no corpo do dito
abduzido era um emissor de alta frequência de ondas de rádio, por aparelhos
como micro-ondas, e aparelhos utilizados para enviar sinais ao espaço. Além
disso, outras anomalias estranhas foram encontradas em relação a este objeto
como composição química, comportamento do material, acoplamento no tecido
humano, entre outros. Em relação à possibilidade de contatos telepáticos
encontrados nos muitos relatos de pessoas ditas abduzidas sabe se que ela é um
recurso de comunicação sem sons ou palavras que ocorre de mente para mente,
através do campo da consciência não local. Segundo estudos na área da
Parapsicologia trata se de uma capacidade pensante natural humana, mas não
desenvolvida completamente.
Segundo W. E. Butler (1990) ela já era utilizada por
civilizações antigas como a Egípcia e na atualidade a mais de cem anos vem
sendo utilizada de diversas maneiras, inclusive para promover curas. A palavra
telepatia se consiste de duas raízes gregas que significam “percepção à
distância” entre seres humanos, mas segundo as pessoas ditas abduzidas elas se
comunicam telepaticamente com não humanos, então elas podem transmitir e
receber pensamentos, sentimentos e desejos de ambos os lados, pois há os
recursos necessários para esse procedimento que é a existência de um
transmissor e um receptor mental.
Em relação à técnica da hipnose e do fenômeno de missing
time (lapso de memória induzido hipnoticamente pelos ditos seres alienígenas),
estudos e pesquisas sobre esta técnica tem possibilitado acessar a mente e o
inconsciente.
Ela surgiu antes mesmo da criação da psicanálise utilizada
por Charcot e seus colegas, posteriormente utilizada por Sigmund Freud o
criador da Psicanálise. A hipnose parece acontecer com frequência dentro dos
relatos e experiências com pessoas que se dizem abduzidas tanto em relação à
interação com suposto seres alienígenas, quanto utilizadas para o tratamento em
psicoterapia.
Podemos sintetizar a hipnose em relação ao tema proposto
como uma técnica que acessa o inconsciente podendo programa-lo com informações
ou podendo trazer conteúdos de memórias com situações emocionais e traumáticas
para a superfície da consciência possibilitando tornar estas informações
conscientes.
Apresentar informações pertinentes para a distinção dos
fenômenos é necessário e, para isso formulo a seguinte pergunta problema: Os
OVNIS e as abduções são delírios de uma mente doente e dissociada ou um
fenômeno real que pode justificar certos transtornos mentais em função de
episódios de traumas vivenciados em decorrências da experiência pessoal da
exposição direta ao fenômeno?
Este estudo tem por objetivo relacionar o fenômeno OVNI e as
abduções com a consciência, partindo da afirmação que o fenômeno independente
de ser real ou imaginário, afeta e promove alterações.
1 - A visão de alguns pesquisadores
J. E. Mack (1994) um dos pioneiros nas pesquisas sobre
abduções afirmou que a experiência de abdução por alienígena representa um
sério desafio conceitual para a psiquiatria e psicologias ocidentais e para a
ciência materialista em geral, sendo uma ingenuidade e uma atitude indefensável
encará-la como manifestação de doenças mentais ou descarta-la de vez.
S. Grof (1994) escreve em seu livro que durante anos
trabalhou com indivíduos que tiveram poderosas experiências de abduções por
alienígenas. Quase sem exceção, esses episódios foram extremamente poderosos e
experimentalmente convincentes. Afirmou que através de suas observações, estava
de fato convencido que estas experiências representam fenômenos suigeneris e
merecem ser seriamente estudados. Disse ainda que a posição dos psiquiatras da
corrente dominante, que as veem como produtos de um patológico processo
cerebral desconhecido, é claramente por demasia simplista e altamente
implausível. D. S. Stone (2002) afirma e faz uma pergunta em seu livro
literalmente: “...pessoas também sofrem de uma agressão psicologicamente, assim
como são as abduções por extraterrestres e implantes alienígenas. Porque as
pessoas têm tanta dificuldade para lembrar que foram abduzidas?” Segundo o Dr.
Stone (2002), estamos vivendo uma invasão em nossas mentes por seres
alienígenas similar aos médiuns que incorporam os espíritos.
V. Genep (1990) compara o fenômeno OVNI com os ritos que
acompanham toda mudança de lugar, de estado, de posição social e idade. O
fenômeno tem muita interação e semelhanças estruturais e funcionais com outras
ocasiões iniciáticas ou iniciatórias.
M. Rangel (2001) ufólogo narra que são muitas as histórias
contadas por pessoas que sempre ou quase sempre não estão mentindo. Ele
investigou diversos casos aplicando a hipnose para constatar o fenômeno
ufológico. Sabe se que o C G Jung que deu subsídios para compreensão dos
transtornos psicóticos trouxe conceitos relativos ao inconsciente do ser
humano.
Ele mesmo fazia parte de uma associação secreta de estudos
sobre OVNIS. Dentro de seus estudos concluiu que o fenômeno não se tratava de
patologia ou psicose, mas levantou a hipótese do fenômeno ser uma emergência do
inconsciente coletivo arquetípico, principalmente quando eclodia num grande
número de pessoas isto é, nas massas. Para aquela época, esta explicação era
avançada, pois ele mesmo colheu testemunhos de autoridades e colegas próximos a
ele que haviam passado por estas experiências de visualização de OVNIS.
D. Boadella (1985) assistente do Dr. W. Reich, psicanalista
e depois criador da psicologia corporal, narra em seu livro que o W. Reich
visualizou inúmeros OVNIS da janela de seu laboratório em Oregon no Texas
quando realizava experimentos atmosféricos, principalmente com a energia orgône
e, que chegou a manter contato com seres alienígenas e suas naves. Segundo os
relatos de D. Boadella, W. Reich por ser um cientista telefonou para a NASA e
informou aos oficiais sobre os fenômenos que estavam acontecendo e recebeu um
questionário com 40 perguntas sobre seus avistamentos de OVNIS, após preencher
estes documentos enviou os a NASA. Após alguns meses foi julgado e condenado
por seus experimentos científicos que buscavam a cura do câncer através da
energia cósmica que denominou de energia orgône, descoberta e mensurada por ele
em laboratório. Os seus últimos estudos e compilações fazem menção destes
contatos onde ele inseriu em algumas compilações pessoais e dois livros
intitulados:
1. Superposição cósmica e
2.
Contato com espaço. Livros estes, confiscados na época em 1957 pelo governo americano
antes de seu julgamento e prisão nos EUA. Ele também deixou armazenado em um
cofre suas conclusões e pesquisas mais recentes dizendo que a humanidade não
estaria preparada para conhecer as suas descobertas, sendo assim, deu ordem ao
seu advogado que estes documentos de pesquisa só fossem abertos após 50 anos de
sua morte. No ano passado venceu o prazo e foi aberto o cofre no dia 05 de
novembro de 2007 por uma equipe selecionada de pesquisadores. Estes documentos
estão em posse da Biblioteca da Universidade de Medicina de Haward, USA. Não há
previsão para este material chegar a domínio público.
Os fenômenos anômalos existem e para isso é necessário o
surgimento de uma nova ciência que comporte a gama existente de fenômenos ainda
não explicado por ela, tanto referente à matéria quanto a consciência, e uma
gama de cientistas que tenham senso ético. F. Capra (1991) enfatiza esta
importância da ética para o novo paradigma científico: “Os valores do novo
paradigma são muito claros, portanto a força que impulsiona a atividade
científica, a própria teoria cientifica não faz afirmações a respeito de
valores, A teoria cientifica pode dizer coisas da inter conectividade de toda a
vida, mas então o que se segue disso em termos de comportamento não é algo onde
a ciência possa realmente ajudar. Desse modo o alicerce espiritual é
importante. Segundo F. Capra (1991) o cientista deve ter seu compromisso moral
e espiritual”.
Estudos dentro das neurociências, em especial a
neuropsicologia vêm comprovando cada vez mais que o ser humano é afetado por
tudo ao seu redor, assim como afeta tudo e todas as pessoas o tempo todo.
Cientistas estão debatendo com a questão de relacionar o que ocorre no cérebro
com aquilo que ocorre na consciência, de encontrar algum tipo de tradução entre
sinais elétricos das células cerebrais e aquilo que se percebe ou sente como
sendo as nossas ideias e pensamentos.
Estudo realizado em laboratório de neuropsicologia em
pesquisa experimental sobre consciência, cognição, emoção com priming
subliminar elucidaram que os aspectos cognitivos da mente e emoção ambas
parecem atuar de maneira inconscientemente, e apenas o resultado da atividade
cognitiva ou emocional é percebida e adentra nossa mente consciente Borine M.
S. (2007). Isto demonstrou cientificamente o quanto nós somos afetados pelo
nosso inconsciente e quanto ele poderá determinar nossas decisões e
comportamentos. Isso vem a demonstrar que o nosso cérebro capta mais
informações do que nossa consciência é capaz de perceber. Estas informações
armazenadas poderão determinar nossas decisões e comportamento depois de
determinado tempo.
K. Priban (1991) demonstrou nas últimas décadas que a
informação se distribui no cérebro por um processo semelhante à holografia.
Possuímos um cérebro holográfico, isto demonstra que temos a parte do todo isto
é, do Macrocosmo e do microcosmo em nós.
J. F. Teixeira (2003) segundo ele e a atual filosofia,
estados subjetivos da pessoa são apenas uma variação de estado físico (como veem
a corrente dos monistas) ou bem estados mentais subjetivos definem uma
particularidade de domínio dos fenômenos físicos (como consideram os dualismo)
e questões como: Que tipo de propriedade ou que tipo de circunstância leva a
matéria (o cérebro) a produzir consciência? Ou é a consciência que produz o
cérebro? Segundo D. Chalmers a ciência não explicará tão cedo como se dá a experiência
da consciência porque a consciência é a manifestação cósmica dentro de nós e
segundo ele tudo tem consciência, desde uma pedra até a mais gigantesca estrela.
Se considerarmos que tudo tem consciência pode se deduzir que existem consciências
primitivas e consciências mais desenvolvidas e avançadas. Assim como existe
consciências evolutivamente inferior aos seres humanos como um grão de areia ou
um animal, é possível deduzir que se existe vida fora da Terra ela poderá ser
mais evoluída organicamente e também a nível de consciência.
J. Le Doux (1998) em sua pesquisa sobre o cérebro emocional
concluiu que uma ampla parcela das atividades do cérebro durante uma emoção
está fora da percepção consciente e segundo ele, Freud acertou em cheio ao
descrever a consciência como a ponte do iceberg mental.
Estados harmônicos e coerentes de consciência como a
meditação, são capazes de sincronização com ordem implícita do universo
subjacente à realidade que vivemos. O medo, a ira, a ansiedade, em suma, o
estresse impedem essa conectividade universal característica da vida. Por outro
lado, a compaixão e a meditação são capazes de desencadear espontaneamente
estados de harmonia com a ordem implícita, oculta do universo. F. Di Biase
(2002).
Parece que a consciência, inconsciente, cérebro, percepção,
estados harmônicos se ligam entre si possibilitando um olhar mais profundo
sobre o fenômeno.
Países que possuem pesquisas de vanguarda principalmente na
área de saúde física e mental, como nos EUA, possuem instituições
especializadas na área de ajuda para pessoas que dizem ter vivenciado
experiências com OVNIS e Abdução.
Existem atualmente diversas clínicas privadas de tratamento.
As pesquisas científicas brasileiras ainda são escassas na
área devido à dificuldade da inconstância do fenômeno e de sua natureza anômala
e principalmente a dificuldade de não existirem modelos cientificamente
compatíveis e pertinentes que possa abranger os fenômenos que afetam a
consciência. A dificuldade relacionar os sintomas do paciente com um arsenal de
modelos de transtornos psicopatológicos que na maioria das vezes o indivíduo
não se enquadra.
2. OVNIS e Abduções, fantasia ou realidade?
Instituições altamente científicas que provem eventos como
foi o Encontro da Associação Americana de Filosofia e o Encontro da APA Associação Psicologia Americana (Baltimore, 2007
2008), foi apresentado um tema dentro da área da Filosofia, Psicologia e
Psicopatologia: “Exoconsciousness and Psychopathology” (Consciências extras humanas e Psicopatologia) por R. Hardcastle
(2007). R. Hardcastle (2007), dando seqüência aos estudos do Dr. John Mack, apresentou
uma proposta de classificação em relação a este tipo de fenômeno e saúde no
encontro anual da APA ( American Psychological Association):
1. A
experiência do fenômeno afetando a consciência;
2. A
cultura de contacto evidente em integrar a cobertura mediática dos OVNIS, com
candidatos presidenciais, apelando para a divulgação integral do tema OVNIs relacionadas
aos militares e informações públicas pendentes. R. Hardcastle (2007) criou o
conceito de Exoconsciousness (Consciência extra humana) para descrever sua
dimensão, capacidades da consciência humana. Segundo R. Hardcastle, doença
mental é um subproduto do indivíduo na capacidade de funcionar em cultura e
comunidade. Como a cultura se transforma com informações, tais como a divulgação
de visitação extraterrestre, novas comunidades e sistemas de crenças se formarão.
Estas mudanças na cultura gerarão possibilidades de redefinir as experiências,
como a dos OVNIS e o contato com seres extraterrestre como sendo natural.
No Brasil, cientificamente ainda existem tabus, mas a
emergência de esclarecimentos diante da globalização das informações e da
grande gama de aspectos relacionados a este tema ventilado na mídia eletrônica
e televisiva clama por uma emergência substancial que se faz necessária em
função da saúde física, psíquica e social.
Como conciliar aspectos referentes de transtorno ou doença
mental a qual foi e é qualificada uma pessoa que se diz Abduzida ou que viu
OVNIS diante da notícia abaixo publicada em Jornal idôneo na Inglaterra?
“O jornal “The Guardian” publicou em seu jornal dizendo que
o governo inglês estuda disponibilizar a abertura de seus arquivos secretos
sobre OVNIS. De acordo com o jornal as autoridades não sabem quando vai liberar
os arquivos que vêem desde 1967. A boa iniciativa da França liberando os
arquivos em sua agência espacial CNES parece ter surtido o efeito e pesou na
decisão inglesa de abrir os seus arquivos.
Os documentos deverão ser desclassificados pelo ministério
da defesa da Grã Betânia. Os depoimentos têm, testemunhas de civis e de alguns pilotos
militares entre outros. Segundo o jornal os documentos se encontram numa unidade
secreta do MOD, parte da inteligência denominado DI55. A agência ANSA informa
que serão desclassificados 24 documentos cada um deles com mais de 200 testemunhos
de pessoas que relataram OVNIS, assim como memorandos do ministério e
correspondência militar.” Se, de fato considerarmos o fenômeno OVNI como real,
então estaremos diante de uma população que foi negligenciada pela nossa
ciência principalmente no âmbito físico e mental à muitos anos, possivelmente
sofrendo com internações, medicamentos alopáticos e tratamentos invasivos
desnecessários. Uma nova posição eficiente deve ser oferecida a estas pessoas
que necessitam de tratamento especializado.
Outra notícia afirmando o fenômeno OVNI como real advém de
uma Instituição Chilena que criou o curso de nível superior abaixo:
Notícia: Universidade do Chile abre curso sobre O.V.N.I.S.
São Paulo A Universidade de Santiago do Chile será a primeira nas Américas a
oferecer um curso de nível superior sobre OVNIs. O curso OVNIs e Fenômenos
Aéreos Anômalos começam em abril de 2004 e terá duração de oito meses. Terá a participação
do Centro de Estudos de Fenômenos Aéreos Anômalos (CEFAA), da Força Aérea do
Chile. A ideia é entregar uma série de ferramentas científicas para que as
pessoas interessadas ou vinculadas ao tema tenham um critério mais coerente
sobre esta problemática que provoca grande interesse, disse o diretor do Planetário
da universidade, Dr.Juan Herrera Quiroz, à agência. Fazem parte do programa,
matérias como Física, Cosmologia, Astrofotografia e Medicina Espacial.
(Publicação do Jornal o Estado de São Paulo 30 de dezembro 2004).
Muitas pessoas carregam traumas de variados graus e
intensidades para o resto de suas vidas, por não terem alguém que compreenda os
seus sintomas e seja capaz de aplicar lhes um tratamento adequado, diferenciado
e revolucionário. Muitas delas minimizam suas vidas e possibilidades pela não
integração de suas experiências e muitas delas enlouquecem com o ocorrido. Levantamos
neste estudo a possibilidade do fenômeno OVNI ser real, devido às diversas
evidências constatadas em fotos, filmagens, depoimentos de pessoas idôneas
militares, profissionais liberais, agentes dos governos, generais e inclusive presidentes
de diversas nações.
3. O Fenômeno OVNI é de fato é real?
Se ele não é real a pergunta a seguir será: Porque então o
governo brasileiro abriu seus arquivos confidenciais a respeito do fenômeno
OVNI?
Sabe se que o governo brasileiro abriu uma parte de seus
arquivos referentes ao fenômeno OVNI nestes últimos anos em função da pressão social,
principalmente da categoria dos ufólogos. O governo brasileiro cedeu e abriu
seus arquivos possibilitando materiais de consulta. Se de fato a existência do
fenômeno é real, verdadeiramente se trata de um elemento perturbador, e
qualquer pessoa de bom senso que tenha um contato mais próximo ou duradouro com
suas formas de manifestação, certamente na unanimidade dos casos, poderá sofrer
alterações físicas, psíquicas, emocionais, sociais abalando sua consciência. A
consciência desta pessoa poderá ser alterada substancialmente dependendo da
percepção da experiência, assimilação e processamento da experiência pessoal.
Não necessariamente a experiência vivida pela pessoa pode
ser prejudicial, mas mesmo que a experiência seja considerada benéfica devem
ser apropriadamente compreendida, processada e integrada à vida pessoal, para
que, tenham sentido e significado. Nas experiências danosas seus aspectos
deverão ser tratados nas suas especificidades e peculiaridades.
A Psicologia da Consciência integra os diversos níveis da
consciência auxilia no tratamento na área porque abrange os aspectos físicos,
cognitivos, emocionais, energéticos e transpessoais, integrando os diversos
níveis da consciência. Não podemos abarcar a totalidade da consciência humana e
o tema OVNI e abdução sem a compreensão e participação das diversas ciências
como: a antropologia, a neurociência, a biologia, a física quântica, a
engenharia, psicologia, filosofia da mente, informática, parapsicologia e
técnicas como psicoterapias, estados alterados de consciência, hipnose, campos
de energia, entre tantas outras, mesmo porque os relatos dos pacientes são
amplos com consequências materiais, psicológicas, biológicas, éticas, sociais e
espirituais ficam estéreis. Precisamos utilizar todos os recursos existentes
desde as interdisciplinas à transdisciplinaridade. O profissional da área de
saúde deve proceder com imparcialidade, de maneira nenhuma impondo suas
próprias crenças pessoais, seus conceitos, ou influenciar com suas ideias pré-concebidas,
respeitando as crenças e valores do paciente.
Preservar a ética clínica que é a âncora norteadora
determinante à integridade do tratamento, do paciente e da pesquisa científica
e ao mesmo tempo ter mente aberta. Deve se inteirar do fenômeno e suas
características.
Uma disciplina nos EUA denominada citada por Stein David de
“Exopolitic” (Política extra-humana ou política extraterrestre?). O que podemos
entender disso! Parece que existem profissionais levando em consideração os
fenômenos como sendo realidade.
4. Trauma e stress pós-traumático
Muitas pessoas escondem revelar suas experiências querendo
preservar a sua própria sanidade, a própria pessoa muitas vezes se convence que
não foi real o que experimentou e, que não aconteceu com ela, foi um sonho,
algo estranho e então o cérebro por não encontrar referencial subtrai para o
inconsciente as experiências, mas que com o passar do tempo perturbam sua
consciência geralmente surgindo com manifestações de sintomas físicos ou
mentais. Estas pessoas se sentem marginalizadas pelo preconceito e pela falta
de compreensão do fenômeno vivenciado por ela e sem apoio e da falta de
acolhimento muitas vezes de seus próprios familiares entram na dor e
sofrimento.
Para o profissional da saúde mental não é relevante se a estória
ou queixa do paciente é verdadeira ou falsa e sim restaurar o equilíbrio e
saúde física, mental, social e espiritual do paciente e promover a integração
de sua energia e consciência tendo em mente que a experiência de cada um é
única, intransferível e é exclusivamente de cada um. O fato é que os sintomas
existem e, uma pessoa que sofre com uma experiência desta magnitude e não se
enquadra numa classificação psicótica ou de um conjunto de transtorno mental
geralmente não sabe onde recorrer para se tratar.
Também é importante esclarecer que na maioria das vezes o
paciente apresenta testemunhas, fotos,
filmagens, fenômenos parapsicológicos e evidencias perturbadoras. Como
conciliar tudo isso com o tratamento? O paciente muitas vezes devido ao alto
estresse ocasionado pela sua solidão e não aceitação de sua experiência e por falta
de tratamento adequado poderá desenvolver transtornos como de ansiedade, depressão,
fobias, pânico e também distúrbios psicossomáticos. Para compreender,
precisamos analisar e diferenciar o que é trauma e o que é estresse, e como
eles são causados. O trauma é o resultado psicológico e emocional de um
acontecimento não usual, algo que está fora da amplitude da experiência humana
usual, que é marcadamente perturbadora para quase qualquer ser humano. É o que
ocorre ante a uma grave ameaça à integridade física, psíquica e emocional da
pessoa como, por exemplo, situações de risco de vida e dependendo da
sensibilidade da pessoa e capacidade de processamento, o trauma poderá ir do
leve ao agudo. Já no estresse pós-traumático um quadro clínico de que padecem
muitas das pessoas que se dizem abduzidas, é criado a partir da situação do
trauma. O estresse exige da pessoa algo além de sua capacidade natural de
assimilação. Pessoas que dizem viver estas experiências ficarão traumatizadas
ou não, de acordo com a natureza e a intensidade do fenômeno a que foram
submetidos, além, é claro, da maturidade psíquica e emocional de quem passa
pela experiência.
O esforço gerado para preservação de sua integridade física
e mental poderá resultar num estresse depois do trauma. No momento da
experiência traumática o organismo e a consciência reúnem todos os recursos
para manter a integridade e depois ocorre a fadiga e o desgaste, trazendo consequências
muitas vezes irreversíveis.
Quando uma pessoa vive qualquer que seja a experiência ou
trauma, não conseguindo processar psicologicamente o vivido, tem grande
possibilidade de adquirir determinadas sequelas em sua psique. Os distúrbios
poderão variar dependendo de como foi a sua intensidade. Muitas pessoas têm
reações de medo, pânico e retraimento. Outras, já se sentem eufóricas e felizes
com as ditas experiências vividas.
A interferência poderá afetar alguns ou todos os níveis da
consciência humana fazendo com que a pessoa tenha dificuldades, na maioria das
vezes, de encontrar o equilíbrio por si mesmo, devido à demanda de conteúdos
inconsciente que emergem. Portanto devemos lembrar que para a consciência o
tempo e espaço são inexistentes e cada nível de consciência tem uma expressão
energética diferenciada, possibilitando uma percepção maior ou menor de tempo e
espaço.
5. Obsessões inexplicadas
O trauma é tão impressionante que uma pessoa que o tenha
muitas vezes se fixa compulsivamente nele. Isto é, tudo a levará para o ponto
onde está sua raiz, seja ele um fato consciente ou inconsciente. Como exemplo
no filme Contatos Imediato do Terceiro Grau, em que um dos personagens
desenvolve uma obsessão por um determinado local. Vivido pelo ator Richard
Dreifuss, ele visualiza inconscientemente tal local, chegando a ponto de
esculpi lo num prato de purê de batatas ou mesmo com espuma de barbear. O
diretor do filme insinua que o personagem já tenha sido abduzido ou que tenha
estado e visto aquele local, onde há uma curiosa montanha. Sua obsessão é
tamanha que ele acaba conduzindo outros personagens para aquele ponto, onde, de
fato, há algo de ufológico.
Na hipotética situação apresentada por Steven Spielberg,
diretor do filme, tudo indica que havia uma mensagem no inconsciente daquele
personagem, que era compartilhada por outros, sem que eles sequer se
conhecessem entre si. Fica claro que no filme os ETs da nave espacial que
pousariam no local anunciado no inconsciente dos envolvidos, tinham lhes
sugestionado a imagem da montanha em suas mentes. E o processo foi tão intenso
que nenhum deles se aquietou até que encontrasse de fato o tal local. No
entanto, o filme também mostra a diferença de intensidade que há entre as memórias
que um personagem tinha e os outros, inconscientemente, do local. Outro exemplo
interessante está na interpretação das atrizes do filme Intruders, inspirado
pelos estudos do artista plástico Bud Hopkins um dos pioneiros em promover
encontro de mulheres que relatavam suas histórias de OVNIS e abduções e que
inspirou o filme, quando projeta os olhos negros dos ETs que a abduziram num
quadro artístico, ou nas gemas de dois ovos que estavam sendo fritos na frigideira.
O trauma é, na realidade, um congelamento em alguma parte da
consciência. Nos seres humanos, ele ocorre como resultado do início de um ciclo
instintivo que não consegue chegar ao final. Para entender isso é preciso saber
que o córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente
distintas, cada qual controlando uma atividade específica, sendo que a maioria
delas pertence ao chamado neocórtex. Este se sobrepõe às nossas respostas
instintivas, e por ser mais elaborado nos humanos do que nos animais, temos a
capacidade elaborada de raciocínio. Os traumatismos surgem e permanecem quando
o neocórtex supera as respostas instintivas que teriam iniciado a finalização
de um ciclo. Já sua cura dependerá do reconhecimento de seus sintomas, que
muitas vezes não é algo fácil de lidar, pois é geralmente respostas primitivas
do cérebro reptiliano, como as defesas, o ataque, a paralisação, emoções de
medo e raiva etc.
É bom notar que existem quatro componentes que estão sempre
presentes em algum grau em qualquer pessoa traumatizada: a hiperativação,
constrição, dissociação, congelamento ou impotência. Na medida em que a pessoa
que foi abduzida não tem maturidade mental, psíquica, emocional ou energética
suficiente para lidar o ocorrido que lhe é desconhecido e de difícil assimilação,
ela não conseguirá processar a experiência vivida de maneira plena. Isso cria
sintomas decorrentes de seu trauma, que podem afetar alguns níveis de sua
consciência. E é isso que ocorre na maioria dos casos das pessoas que se dizem
abduzida.
Dentro dos relatos colhidos muitas vezes, após o relato do
paciente de sua experiência de um sequestro alienígena o estresse aparece de
imediato. Em outras demora semanas, meses e até anos para o surgimento de
sintomas. Entre eles, alguns sintomas com características físicas são: a
coceira, enxaqueca, tontura, diarréia leve ou crônica, enjôo, pressão na
cabeça, zunido no ouvido, tremor interno, febres contínuas, pigmentação na
pele, perda do apetite, preferência por determinados alimentos, taquicardia,
etc. Quando intensificados e não sanados, tais sintomas podem levar à
somatização desses males e gerar doenças graves.
Os aspectos psicológicos do paciente associados ao estresse
gerado pela experiência poderão causar insônia, depressão, irritabilidade,
medos contínuos, sensação de estranhamento, angústias, ansiedade, desconforto,
etc. Também nesses casos podem dar origem a psicopatologias diversas, como a
síndrome do pânico, paranoia, psicoses e esquizofrenias, ausência da
consciência, lapsos de memória, etc. Se os indivíduos que se dizem abduzidos
tiverem alguma predisposição à doença poderão desencadear o gatilho para a
manifestação destas doenças, o estresse provocado pelo trauma associado a uma
queda na imunidade devido a questões emocionais poderá acelerar sua
manifestação. Quando instalado, o quadro clínico que caracteriza tal estado
poderá promover variações no comportamento, tais como dificuldade de
relacionamento com a família ou cônjuge, mudança de casa, de trabalho ou de
profissão, surgimento de agressividade ou passividade etc.
Também já foram registradas alterações no humor, falta de
vontades específicas ou excesso delas, desejo de ingerir drogas ou álcool,
fobia social, medo de determinados locais, objetos e sons, etc. O grau do
trauma de um abduzido, ou qualquer outro paciente, será sempre proporcional à
intensidade da experiência que a pessoa vivenciou já filtrado pelos seus
mecanismos de defesas naturais psíquicas, de adaptabilidade e capacidade de processamento
interno.
Em meus estudos clínicos, constato que grande maioria de meus
pacientes tem alguma espécie de trauma, e a eles ministro tratamento para recuperar
sua integridade e saúde, de forma que possam levar uma vida equilibrada e
saudável, mesmo tendo passado por traumáticas experiências com estranhos “conteúdos”.
O sucesso de um tratamento não consiste em focalizar no objetivo pura e
simplesmente de comprovar se o que foi vivido pela pessoa é real ou imaginário
e sim se consiste na integração da experiência pessoal da consciência pela
própria pessoa. O importante é subtrair a pessoa do quadro angustiante e
integrá-la novamente em sua vida cotidiana de maneira saudável.
O que ocorre em geral é que essas pessoas afetadas estão
sendo tratadas com uma medicina ou uma psicologia tradicionais, sem que se leve
em consideração muitos aspectos pertencentes a este tipo de quadro clínico. Em
muitos casos essas pessoas tomam medicamentos controlados que poderão afetar
seu organismo e mente com efeitos colaterais.
Ao contrário dessa situação, o paciente deve ser tratado com
integral conhecimento das circunstâncias que o levaram à enfermidade, e isso
significa considerar como séria uma possível interferência desconhecida como
ocorrem em casos de paranormalidade em geral.
Qual é a porcentagem dos profissionais da saúde física e
mental que estão nesta posição ou ainda pior, que tem conhecimento substancial
das possibilidades do Fenômeno? Muitos de meus pacientes disseram-me que,
quando relatavam aos seus médicos, psiquiatras e psicólogos que tiveram contato
com OVNIs, eram diagnosticados como loucos e rotulados como paranoicos ou outra
coisa qualquer. Consequentemente, lhes eram prescritos medicamentos para
alucinações. Tais profissionais, por ignorância ou preconceito, não
demonstraram interesse em conhecer melhor as características do fenômeno OVNI
para poderem avaliar, filtrar a queixa de seus pacientes e administrar algum
tipo de tratamento adequado.
Assim, é necessário reformular certos conceitos para
discernir o que é psicopatologia e delírio do que é uma experiência real, um
fato anômalo ou paranormal que atinge de fato uma pessoa e sua consciência.
Basicamente, dependerá do conhecimento, da maturidade e do desenvolvimento da
consciência de quem a está tratando. A maior dificuldade encontrada no
tratamento do estresse pós-traumático dos abduzidos está relacionada à sua
busca de uma ajuda eficiente e a dificuldade de encontra-la. Os métodos
tradicionais de tratamento quase sempre não abarcam a totalidade da demanda do
fenômeno.
Os relatos da maioria das pessoas sobre o fenômeno acontecem
quando elas estão dormindo em nível inconsciente ou alterado, isto é, nos
estados diferenciados de consciência, alfa, teta, delta. Pessoas apresentam
sintomas de síndrome do pânico, mas quando são submetidas a tratamento através
de uma anamnese profunda, específica e direcionada, percebesse que passaram por
alguma espécie de abuso. Geralmente o campo energético desta pessoa está
alterado e muitas vezes completamente cindido. Existe ocasiões que o trauma é
tão intenso que o paciente precisa ser submetido a várias terapêuticas para
desancorá-lo de sua situação traumática ajuda-lo a caminhar frente à vida.
6. Entrevista de caso clínico
Em uma tarde de 1996 recebi um telefonema de um homem muito
ansioso querendo marcar uma sessão de psicoterapia. Dizia ele que havia passado
por uma estranha experiência e tinha obtido orientação para me procurar porque
sua esposa havia sugerido que ele tratasse o que aconteceu com um profissional
de psicologia especializado no assunto. Seu nome Senhor Oliveira, 54 anos, sua
profissão na atualidade era técnico de máquinas de lavar roupas, era casado,
tinha filhos adultos. Quando o recebi em minha clínica, em S. Bernardo do
Campo, na época, percebi que ele estava apavorado, muito ansioso e transpirava
amedrontado. Comecei então a fazer uma anamnese (perguntas direcionadas para
colher dados de interesse psicológico) Ele se sentou no consultório e relatou o
que o estava trazendo até ali. Disse que há três meses (nós estávamos no mês de
novembro se não me engano) havia chegado em casa depois do trabalho por volta
de 19:00 horas e enquanto sua esposa terminava o jantar resolveu deitar se em
sua cama para relaxar um pouco em seu quarto. Ele morava em um sobrado num
bairro próximo a periferia de São Paulo.
A janela de seu quarto estava aberta e dava para frente da rua.
Quando deitou em sua cama e olhou para a janela começou a ver luzes coloridas
que iluminavam o céu, não havia barulho e os tons eram rosa, verde, e azul
florescente, uma imagem muito linda como me narrou. Antes mesmo de tomar a
iniciativa e se levantar para ir à janela e observar o que era aquilo ocorreu
que de repente pulou no batente da janela um pequeno Ser de aproximadamente
1,40 m altura com olhos escuros amendoados e grandes, sua aparência era humanoide,
não percebeu sinal de boca ou orelhas, e a cor do corpo ficava furta cor devido
ao brilho das luzes que vinham de fora. Ele desceu da janela e parou em frente
a sua cama fixando os negros olhos nos seus, quando este homem se sentiu
completamente paralisado. À medida que ele me narrava esta história, sentia
coceiras pelo corpo, comichões e grande ansiedade. Pude registrar os detalhes,
pois estava filmando a entrevista e a regressão com a sua permissão, inclusive
na época me assinou um documento me autorizando a apresentar a filmagem da sua
entrevista e hipnose em Congressos com intuito de pesquisa.
Disse-me que após o ocorrido quando o Ser foi embora da
mesma forma que entrou, sentiu imediatamente náuseas, diarreia que permaneceram
por três dias consecutivos. Também se queixou de insônia e que varias semana
precisou ir dormir com as luzes acesas. Que comunicou o fato para esposa, mas ela
disse lhe que não contasse a ninguém, pois poderiam achar que ele estava louco.
Então conversou com seu primo que me indicou na época como uma profissional que
trabalhava com este tipo de fenômeno.
Dentro das sessões terapêuticas foi aplicada a hipnose e o
paciente sobre hipnose deu continuidade ao relato (fatos que não se recordava
conscientemente) dizendo que o Ser aproximou se dele e pediu para que ele
bebesse um líquido viscoso, para ele parecia algum tipo de óleo, que o ser
havia paralisado seus membros e conversado com ele através do pensamento.
Após as terapias ele se sentiu menos ansioso e os sintomas
aos poucos foram desaparecendo.
Uma série de procedimentos foi efetuada para obter dados da idoneidade
do paciente e a partir daí traçar um plano de tratamento dos sintomas principalmente
psicológicos no sentido de dar um maior conforto ao paciente e um sentido para
aquela experiência trazida, relatada e vivida por ele.
7. Considerações Finais
Na medida em que o tratamento avança, a pessoa vai sendo
gradativamente conduzida à compreensão e à integração de suas próprias
dificuldades, fazendo, assim, com que possa se comprometer com o ocorrido, seja
ele qual for, possibilitando dar sentido e significado a sua experiência.
Pessoas que se dizem abduzidas são pessoas que precisam de apoio, compreensão
do terapeuta, da família e dos amigos.
Existem pessoas que procuram terapia com sua consciência em
expansão, processo esse ocasionado em razão da experiência vivida, isso causa acontecimentos
estranhos à suas consciências que começam a acontecer em suas vidas. Este
processo de expansão de consciência pode gerar fenômenos como: sincronicidades,
aparecimento de objetos materializados, visões de luzes e sons no cotidiano,
sensações corporais de prazer intenso, de euforia ou de alegria, e de compreensão
profunda da realidade etc. Existem as pessoas que dizem que tiveram experiência
com OVNIS e ela foi agradável e que encontraram um novo sentido para suas
vidas, mesmo assim este conteúdo necessita ser integrado, pois um impulso pode leva-las
ao fanatismo. Esses casos precisam ser criteriosamente analisados, para evitar
que estes pacientes entrem em práticas dissociativas, que os removam da
realidade. Estas pessoas também precisam de suporte, e, de qualquer forma, uma
profunda reflexão deve ser realizada para que o equilíbrio lhes seja
restaurado, sua integridade pessoal se firme e sua saúde, em todos os sentidos,
se restabeleça.
Minhas conclusões apontam que o fenômeno OVNI e o de Abdução
estão diretamente relacionados com a Consciência e para tal só poderemos
entender o fenômeno considerando pelo menos os cinco estados naturais da
consciência:
1.
Estado de vigília;
2.
Estado de sonho sutil;
3.
Estado de sono profundo sem sono ou da experiência
meditativa;
4.
Estado de observação ou “O observador”,
capacidade de atenção ininterrupta no estado de vigília, capacidade de ter
sonho lúcido;
5.
Percepção não dual, onipresença de consciência. O
fenômeno da abdução geralmente desafia nossa maneira tradicional de pensar,
principalmente nas áreas de tratamento como a psiquiatria, psicologia e medicina.
Um fenômeno que não pode ser explicado psiquiatricamente,
entretanto impossível de ocorrer dentro dos padrões da cosmovisão científica
ocidental, no entanto ao adentrarmos na integração e proposta da Psicologia da
Consciência podemos abrir uma porta para a compreensão de como o fenômeno se dá
na consciência humana. O fenômeno dos OVNIS e da abdução são fenômenos
desafiadores que tem suas implicações sociais, filosóficas, políticas e
espirituais. Estes fenômenos desafiam a nossa ciência como ela é configurada na
atualidade, em função disso, novas possibilidades precisam emergir de maneira
que a ciência como nos a conhecemos talvez necessite de um novo paradigma para
podermos compreender a abrangência destes fenômenos. Por fim, é importante
informar que uma grande parcela da população mundial está dentro dos quadros
descritos acima. Há 10 anos, participei de um Fórum Mundial em Brasília DF,
sobre os temas e foi anunciado por um pesquisador internacional ufológica que
6% da população mundial são abduzidas com ou sem consciência da sua
experiência.
Se, o fenômeno é um delírio, necessita se de uma tomada de
providência em saúde mental coletiva urgente porque se trata de um nicho
especifico de pessoas que sofrem deste transtorno mental necessitando de uma
classificação específica e tratamento adequado, mas se consideramos que o fenômeno
é real, o direcionamento do tratamento deve ser outro, mais específico e abrangente,
possivelmente desafiando os limites das atuais ciências. Pior ainda, se o
fenômeno é real e houve acobertamento pelos governos como ficarão as pessoas que
foram prejudicadas por tratamentos indevidos e inadequados e prejudicaram sua
qualidade de vida?
De acordo com a estatística anunciada acima é possível que
haja um número de pessoas maior do que é suposto com suas experiências com os
OVNIS, OSNIS (Objetos Submersos Não Identificados) e de abdução por seres considerados
não humanoides.
Se, de fato estas experiências e fenômenos anômalos não
forem de fato alucinações coletivas como ocorreu em Abril de 2008 no Texas com
mais de 280 relatos de avistamentos de OVNIS, registrados pelos órgãos
competentes locais e fotografados (inclusos o depoimento do prefeito de uma das
cidades) e ventilados na mídia por autoridades civis e militares que
publicamente estão narrando suas experiências em relação a estes fenômenos,
todos nós estamos sujeitos a tê-las a qualquer momento.
TRABALHO DE PESQUISA REALIZADO PELA DOUTORA BORINE,
Mônica S. Consciência e desenvolvimento humano: óvnis e abduções,
fenômenos anômalos afetando e alterando a consciência. In:
SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE CONSCIÊNCIA, 3., 2008, Salvador.
Anais... Salvador: Fundação Ocidemnte, 2008
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