Estudos sobre OVNIS




CONSCIÊNCIA E DESENVOLVIMENTO HUMANO:
OVNIS E ABDUÇÕES, FENÔMENOS ANÔMALOS AFETANDO E ALTERANDO A CONSCIÊNCIA
Drª Monica S. Borine

Introdução

Existem aproximadamente 100 bilhões de estrelas somente em nossa galáxia.
Quantas delas possuem planetas? Em 2008 a NASA nos informa que encontraram água na superfície lunar, aumentando a chance da possibilidade de vida fora da Terra. Diversas teorias como a teoria da “panspermia” alude para as sementes da vida que podem ter chegado do espaço sideral até o planeta Terra através de meteoros caíram na Terra.
P. M. Churchland (1988) faz a pergunta? Em quanto desses casos o processo evolutivo articulou a matéria até o nível de vida efetiva, em quantos deles esse processo produziu inteligência consciente?
O primeiro exemplo de um “fenômeno OVNI” oficialmente registrado ocorreu em nos EUA, 1947 uma semana antes de um jornal americano publicar a queda de um ”Disco voador” em Roswel no Novo México. O piloto oficial Arnold realizando um vôo nos EUA, viu uma frota de OVNIS de 8 a 11 unidades voando a alta velocidade ao lado de sua aeronave. A partir de então histórias de pessoas que dizem ter visto OVNIS no Brasil e ao redor do mundo tem aumentado substanciosamente. Abdução é o termo utilizado para dizer que a pessoa foi levada a outro local, interrogada ou pesquisada por indivíduos muito diferentes de nós, seres humanos contra a sua vontade consciente, poderíamos então dizer que se trata de uma espécie de sequestro.
As experiências de encontro com OVNIs e de abdução por alienígenas podem precipitar sérias crises emocionais e intelectuais que tem muito em comum com as emergências espirituais, S. Grof & Grof Cristina (1992).
O fenômeno requer uma explicação existindo no decorrer do tempo às alternativas abaixo na tentativa de se explicar o fenômeno:

1)      Uma visão real de um objeto voador não identificado (OVNI) e uma experiência de Abdução (sequestro) por seres desconhecidos e de natureza não humana;
2)      Uma brincadeira sem medir consequências;
3)      Uma percepção equivocada de acontecimentos naturais, satélites ou de aparelhos de origem terrestres que pairam nos céus.
4)      Fantasias, falsas memórias ou alucinações psicóticas.
Há vinte e cinco anos tenho tratado clinicamente de pessoas com relatos referentes à OVNIS e suas experiências de Abdução em função da dificuldade destas pessoas administrarem o fenômeno que dizem ter vivenciado. John E. Mack docente, psiquiatra e psicanalista da Universidade de Haward, um dos pioneiros na área psíquica depois de estudar diversos casos clínicos desta natureza escreveu em seu livro intitulado Abduções (1994):
“O fato de que as experiências descritas são simplesmente impossíveis, de acordo com a visão da nossa ciência tradicional, parece-me sim, racionalmente, um apelo sensível para uma mudança nessa perspectiva e uma expansão de nossas ações de realidade, ao invés do “entupimento” de “dados nas categorias existentes”... “Estas pessoas não são doentes, mas apenas seres humanos traumatizados por suas experiências anômalas, as quais fogem da “suposta normalidade” das pessoas comuns...”
E complementa: “... é um fenômeno que penetra agressivamente, seja ele ou não deste mundo, seu poder, portanto, para atingir e alterar a consciência é potencialmente imenso.”.
Em pesquisas clínicas que realizei constatei que muitas das pessoas apresentavam inicialmente o que denominei na década de 90 de “Síndrome de Abdução”, pois estas pessoas apresentavam um conjunto de sintomas muitas vezes de diversas naturezas e algumas delas se encontravam num estado de estresse pós-traumático. Características estas que permanece até hoje comuns em pessoas que se dizem abduzidas e que alegam terem experiências de encontros com OVNIS.
Estas pessoas tem narrado histórias de interações mentais, telepáticas ou invasões em seus corpos como procedimentos de análises por seres não humanos e desconhecidos.
Em relação a estes procedimentos de invasão física em 2007 no Canal History Channel, na TV via satélite, transmitiu um experimento científico, dentro de um seriado chamado “Caçadores de OVNIS”:
Dr. Leir, médico cirurgião americano e sua equipe de cientistas usaram um Gaussímetro simples, um Stud finder magnético e um detector de rádio frequência, que resultaram nos seguintes achados referente ao objeto ou chamado “chip”,encontrado dentro do corpo do paciente X que se diz abduzido e constatou se através dos instrumentos que havia uma leitura de 6 MiliGauss detectado no Gaussímetro. O stud finder magnético isolou o ponto exato onde o objeto foi encaixado. O detetor de rádio frequência era tão preciso que se a antena fosse apontada no segundo ou o quarto dedo do pé não haveria nenhuma leitura. Quando apontado diretamente no terceiro dedo do pé houve uma leitura de 65.5781 giga-hertz e 30.012732 mega-hertz. Dados estes interpretados pelos cientistas significando que o objeto desconhecido implantado no corpo do dito abduzido era um emissor de alta frequência de ondas de rádio, por aparelhos como micro-ondas, e aparelhos utilizados para enviar sinais ao espaço. Além disso, outras anomalias estranhas foram encontradas em relação a este objeto como composição química, comportamento do material, acoplamento no tecido humano, entre outros. Em relação à possibilidade de contatos telepáticos encontrados nos muitos relatos de pessoas ditas abduzidas sabe se que ela é um recurso de comunicação sem sons ou palavras que ocorre de mente para mente, através do campo da consciência não local. Segundo estudos na área da Parapsicologia trata se de uma capacidade pensante natural humana, mas não desenvolvida completamente.
Segundo W. E. Butler (1990) ela já era utilizada por civilizações antigas como a Egípcia e na atualidade a mais de cem anos vem sendo utilizada de diversas maneiras, inclusive para promover curas. A palavra telepatia se consiste de duas raízes gregas que significam “percepção à distância” entre seres humanos, mas segundo as pessoas ditas abduzidas elas se comunicam telepaticamente com não humanos, então elas podem transmitir e receber pensamentos, sentimentos e desejos de ambos os lados, pois há os recursos necessários para esse procedimento que é a existência de um transmissor e um receptor mental.
Em relação à técnica da hipnose e do fenômeno de missing time (lapso de memória induzido hipnoticamente pelos ditos seres alienígenas), estudos e pesquisas sobre esta técnica tem possibilitado acessar a mente e o inconsciente.
Ela surgiu antes mesmo da criação da psicanálise utilizada por Charcot e seus colegas, posteriormente utilizada por Sigmund Freud o criador da Psicanálise. A hipnose parece acontecer com frequência dentro dos relatos e experiências com pessoas que se dizem abduzidas tanto em relação à interação com suposto seres alienígenas, quanto utilizadas para o tratamento em psicoterapia.
Podemos sintetizar a hipnose em relação ao tema proposto como uma técnica que acessa o inconsciente podendo programa-lo com informações ou podendo trazer conteúdos de memórias com situações emocionais e traumáticas para a superfície da consciência possibilitando tornar estas informações conscientes.
Apresentar informações pertinentes para a distinção dos fenômenos é necessário e, para isso formulo a seguinte pergunta problema: Os OVNIS e as abduções são delírios de uma mente doente e dissociada ou um fenômeno real que pode justificar certos transtornos mentais em função de episódios de traumas vivenciados em decorrências da experiência pessoal da exposição direta ao fenômeno?
Este estudo tem por objetivo relacionar o fenômeno OVNI e as abduções com a consciência, partindo da afirmação que o fenômeno independente de ser real ou imaginário, afeta e promove alterações.
1 - A visão de alguns pesquisadores
J. E. Mack (1994) um dos pioneiros nas pesquisas sobre abduções afirmou que a experiência de abdução por alienígena representa um sério desafio conceitual para a psiquiatria e psicologias ocidentais e para a ciência materialista em geral, sendo uma ingenuidade e uma atitude indefensável encará-la como manifestação de doenças mentais ou descarta-la de vez.
S. Grof (1994) escreve em seu livro que durante anos trabalhou com indivíduos que tiveram poderosas experiências de abduções por alienígenas. Quase sem exceção, esses episódios foram extremamente poderosos e experimentalmente convincentes. Afirmou que através de suas observações, estava de fato convencido que estas experiências representam fenômenos suigeneris e merecem ser seriamente estudados. Disse ainda que a posição dos psiquiatras da corrente dominante, que as veem como produtos de um patológico processo cerebral desconhecido, é claramente por demasia simplista e altamente implausível. D. S. Stone (2002) afirma e faz uma pergunta em seu livro literalmente: “...pessoas também sofrem de uma agressão psicologicamente, assim como são as abduções por extraterrestres e implantes alienígenas. Porque as pessoas têm tanta dificuldade para lembrar que foram abduzidas?” Segundo o Dr. Stone (2002), estamos vivendo uma invasão em nossas mentes por seres alienígenas similar aos médiuns que incorporam os espíritos.
V. Genep (1990) compara o fenômeno OVNI com os ritos que acompanham toda mudança de lugar, de estado, de posição social e idade. O fenômeno tem muita interação e semelhanças estruturais e funcionais com outras ocasiões iniciáticas ou iniciatórias.
M. Rangel (2001) ufólogo narra que são muitas as histórias contadas por pessoas que sempre ou quase sempre não estão mentindo. Ele investigou diversos casos aplicando a hipnose para constatar o fenômeno ufológico. Sabe se que o C G Jung que deu subsídios para compreensão dos transtornos psicóticos trouxe conceitos relativos ao inconsciente do ser humano.
Ele mesmo fazia parte de uma associação secreta de estudos sobre OVNIS. Dentro de seus estudos concluiu que o fenômeno não se tratava de patologia ou psicose, mas levantou a hipótese do fenômeno ser uma emergência do inconsciente coletivo arquetípico, principalmente quando eclodia num grande número de pessoas isto é, nas massas. Para aquela época, esta explicação era avançada, pois ele mesmo colheu testemunhos de autoridades e colegas próximos a ele que haviam passado por estas experiências de visualização de OVNIS.
D. Boadella (1985) assistente do Dr. W. Reich, psicanalista e depois criador da psicologia corporal, narra em seu livro que o W. Reich visualizou inúmeros OVNIS da janela de seu laboratório em Oregon no Texas quando realizava experimentos atmosféricos, principalmente com a energia orgône e, que chegou a manter contato com seres alienígenas e suas naves. Segundo os relatos de D. Boadella, W. Reich por ser um cientista telefonou para a NASA e informou aos oficiais sobre os fenômenos que estavam acontecendo e recebeu um questionário com 40 perguntas sobre seus avistamentos de OVNIS, após preencher estes documentos enviou os a NASA. Após alguns meses foi julgado e condenado por seus experimentos científicos que buscavam a cura do câncer através da energia cósmica que denominou de energia orgône, descoberta e mensurada por ele em laboratório. Os seus últimos estudos e compilações fazem menção destes contatos onde ele inseriu em algumas compilações pessoais e dois livros intitulados:
1. Superposição cósmica e
                2. Contato com espaço. Livros estes, confiscados na época em 1957 pelo governo americano antes de seu julgamento e prisão nos EUA. Ele também deixou armazenado em um cofre suas conclusões e pesquisas mais recentes dizendo que a humanidade não estaria preparada para conhecer as suas descobertas, sendo assim, deu ordem ao seu advogado que estes documentos de pesquisa só fossem abertos após 50 anos de sua morte. No ano passado venceu o prazo e foi aberto o cofre no dia 05 de novembro de 2007 por uma equipe selecionada de pesquisadores. Estes documentos estão em posse da Biblioteca da Universidade de Medicina de Haward, USA. Não há previsão para este material chegar a domínio público.
Os fenômenos anômalos existem e para isso é necessário o surgimento de uma nova ciência que comporte a gama existente de fenômenos ainda não explicado por ela, tanto referente à matéria quanto a consciência, e uma gama de cientistas que tenham senso ético. F. Capra (1991) enfatiza esta importância da ética para o novo paradigma científico: “Os valores do novo paradigma são muito claros, portanto a força que impulsiona a atividade científica, a própria teoria cientifica não faz afirmações a respeito de valores, A teoria cientifica pode dizer coisas da inter conectividade de toda a vida, mas então o que se segue disso em termos de comportamento não é algo onde a ciência possa realmente ajudar. Desse modo o alicerce espiritual é importante. Segundo F. Capra (1991) o cientista deve ter seu compromisso moral e espiritual”.
Estudos dentro das neurociências, em especial a neuropsicologia vêm comprovando cada vez mais que o ser humano é afetado por tudo ao seu redor, assim como afeta tudo e todas as pessoas o tempo todo. Cientistas estão debatendo com a questão de relacionar o que ocorre no cérebro com aquilo que ocorre na consciência, de encontrar algum tipo de tradução entre sinais elétricos das células cerebrais e aquilo que se percebe ou sente como sendo as nossas ideias e pensamentos.
Estudo realizado em laboratório de neuropsicologia em pesquisa experimental sobre consciência, cognição, emoção com priming subliminar elucidaram que os aspectos cognitivos da mente e emoção ambas parecem atuar de maneira inconscientemente, e apenas o resultado da atividade cognitiva ou emocional é percebida e adentra nossa mente consciente Borine M. S. (2007). Isto demonstrou cientificamente o quanto nós somos afetados pelo nosso inconsciente e quanto ele poderá determinar nossas decisões e comportamentos. Isso vem a demonstrar que o nosso cérebro capta mais informações do que nossa consciência é capaz de perceber. Estas informações armazenadas poderão determinar nossas decisões e comportamento depois de determinado tempo.
K. Priban (1991) demonstrou nas últimas décadas que a informação se distribui no cérebro por um processo semelhante à holografia. Possuímos um cérebro holográfico, isto demonstra que temos a parte do todo isto é, do Macrocosmo e do microcosmo em nós.
J. F. Teixeira (2003) segundo ele e a atual filosofia, estados subjetivos da pessoa são apenas uma variação de estado físico (como veem a corrente dos monistas) ou bem estados mentais subjetivos definem uma particularidade de domínio dos fenômenos físicos (como consideram os dualismo) e questões como: Que tipo de propriedade ou que tipo de circunstância leva a matéria (o cérebro) a produzir consciência? Ou é a consciência que produz o cérebro? Segundo D. Chalmers a ciência não explicará tão cedo como se dá a experiência da consciência porque a consciência é a manifestação cósmica dentro de nós e segundo ele tudo tem consciência, desde uma pedra até a mais gigantesca estrela. Se considerarmos que tudo tem consciência pode se deduzir que existem consciências primitivas e consciências mais desenvolvidas e avançadas. Assim como existe consciências evolutivamente inferior aos seres humanos como um grão de areia ou um animal, é possível deduzir que se existe vida fora da Terra ela poderá ser mais evoluída organicamente e também a nível de consciência.
J. Le Doux (1998) em sua pesquisa sobre o cérebro emocional concluiu que uma ampla parcela das atividades do cérebro durante uma emoção está fora da percepção consciente e segundo ele, Freud acertou em cheio ao descrever a consciência como a ponte do iceberg mental.
Estados harmônicos e coerentes de consciência como a meditação, são capazes de sincronização com ordem implícita do universo subjacente à realidade que vivemos. O medo, a ira, a ansiedade, em suma, o estresse impedem essa conectividade universal característica da vida. Por outro lado, a compaixão e a meditação são capazes de desencadear espontaneamente estados de harmonia com a ordem implícita, oculta do universo. F. Di Biase (2002).
Parece que a consciência, inconsciente, cérebro, percepção, estados harmônicos se ligam entre si possibilitando um olhar mais profundo sobre o fenômeno.
Países que possuem pesquisas de vanguarda principalmente na área de saúde física e mental, como nos EUA, possuem instituições especializadas na área de ajuda para pessoas que dizem ter vivenciado experiências com OVNIS e Abdução.
Existem atualmente diversas clínicas privadas de tratamento.
As pesquisas científicas brasileiras ainda são escassas na área devido à dificuldade da inconstância do fenômeno e de sua natureza anômala e principalmente a dificuldade de não existirem modelos cientificamente compatíveis e pertinentes que possa abranger os fenômenos que afetam a consciência. A dificuldade relacionar os sintomas do paciente com um arsenal de modelos de transtornos psicopatológicos que na maioria das vezes o indivíduo não se enquadra.
2. OVNIS e Abduções, fantasia ou realidade?
Instituições altamente científicas que provem eventos como foi o Encontro da Associação Americana de Filosofia e o Encontro da APA  Associação Psicologia Americana (Baltimore, 2007 2008), foi apresentado um tema dentro da área da Filosofia, Psicologia e Psicopatologia: “Exoconsciousness and Psychopathology” (Consciências extras  humanas e Psicopatologia) por R. Hardcastle (2007). R. Hardcastle (2007), dando seqüência aos estudos do Dr. John Mack, apresentou uma proposta de classificação em relação a este tipo de fenômeno e saúde no encontro anual da APA ( American Psychological Association):
                1. A experiência do fenômeno afetando a consciência;
                2. A cultura de contacto evidente em integrar a cobertura mediática dos OVNIS, com candidatos presidenciais, apelando para a divulgação integral do tema OVNIs relacionadas aos militares e informações públicas pendentes. R. Hardcastle (2007) criou o conceito de Exoconsciousness (Consciência extra humana) para descrever sua dimensão, capacidades da consciência humana. Segundo R. Hardcastle, doença mental é um subproduto do indivíduo na capacidade de funcionar em cultura e comunidade. Como a cultura se transforma com informações, tais como a divulgação de visitação extraterrestre, novas comunidades e sistemas de crenças se formarão. Estas mudanças na cultura gerarão possibilidades de redefinir as experiências, como a dos OVNIS e o contato com seres extraterrestre como sendo natural.
No Brasil, cientificamente ainda existem tabus, mas a emergência de esclarecimentos diante da globalização das informações e da grande gama de aspectos relacionados a este tema ventilado na mídia eletrônica e televisiva clama por uma emergência substancial que se faz necessária em função da saúde física, psíquica e social.
Como conciliar aspectos referentes de transtorno ou doença mental a qual foi e é qualificada uma pessoa que se diz Abduzida ou que viu OVNIS diante da notícia abaixo publicada em Jornal idôneo na Inglaterra?
“O jornal “The Guardian” publicou em seu jornal dizendo que o governo inglês estuda disponibilizar a abertura de seus arquivos secretos sobre OVNIS. De acordo com o jornal as autoridades não sabem quando vai liberar os arquivos que vêem desde 1967. A boa iniciativa da França liberando os arquivos em sua agência espacial CNES parece ter surtido o efeito e pesou na decisão inglesa de abrir os seus arquivos.
Os documentos deverão ser desclassificados pelo ministério da defesa da Grã Betânia. Os depoimentos têm, testemunhas de civis e de alguns pilotos militares entre outros. Segundo o jornal os documentos se encontram numa unidade secreta do MOD, parte da inteligência denominado DI55. A agência ANSA informa que serão desclassificados 24 documentos cada um deles com mais de 200 testemunhos de pessoas que relataram OVNIS, assim como memorandos do ministério e correspondência militar.” Se, de fato considerarmos o fenômeno OVNI como real, então estaremos diante de uma população que foi negligenciada pela nossa ciência principalmente no âmbito físico e mental à muitos anos, possivelmente sofrendo com internações, medicamentos alopáticos e tratamentos invasivos desnecessários. Uma nova posição eficiente deve ser oferecida a estas pessoas que necessitam de tratamento especializado.
Outra notícia afirmando o fenômeno OVNI como real advém de uma Instituição Chilena que criou o curso de nível superior abaixo:
Notícia: Universidade do Chile abre curso sobre O.V.N.I.S. São Paulo A Universidade de Santiago do Chile será a primeira nas Américas a oferecer um curso de nível superior sobre OVNIs. O curso OVNIs e Fenômenos Aéreos Anômalos começam em abril de 2004 e terá duração de oito meses. Terá a participação do Centro de Estudos de Fenômenos Aéreos Anômalos (CEFAA), da Força Aérea do Chile. A ideia é entregar uma série de ferramentas científicas para que as pessoas interessadas ou vinculadas ao tema tenham um critério mais coerente sobre esta problemática que provoca grande interesse, disse o diretor do Planetário da universidade, Dr.Juan Herrera Quiroz, à agência. Fazem parte do programa, matérias como Física, Cosmologia, Astrofotografia e Medicina Espacial.
(Publicação do Jornal o Estado de São Paulo  30 de dezembro 2004).
Muitas pessoas carregam traumas de variados graus e intensidades para o resto de suas vidas, por não terem alguém que compreenda os seus sintomas e seja capaz de aplicar lhes um tratamento adequado, diferenciado e revolucionário. Muitas delas minimizam suas vidas e possibilidades pela não integração de suas experiências e muitas delas enlouquecem com o ocorrido. Levantamos neste estudo a possibilidade do fenômeno OVNI ser real, devido às diversas evidências constatadas em fotos, filmagens, depoimentos de pessoas idôneas militares, profissionais liberais, agentes dos governos, generais e inclusive presidentes de diversas nações.
3. O Fenômeno OVNI é de fato é real?
Se ele não é real a pergunta a seguir será: Porque então o governo brasileiro abriu seus arquivos confidenciais a respeito do fenômeno OVNI?
Sabe se que o governo brasileiro abriu uma parte de seus arquivos referentes ao fenômeno OVNI nestes últimos anos em função da pressão social, principalmente da categoria dos ufólogos. O governo brasileiro cedeu e abriu seus arquivos possibilitando materiais de consulta. Se de fato a existência do fenômeno é real, verdadeiramente se trata de um elemento perturbador, e qualquer pessoa de bom senso que tenha um contato mais próximo ou duradouro com suas formas de manifestação, certamente na unanimidade dos casos, poderá sofrer alterações físicas, psíquicas, emocionais, sociais abalando sua consciência. A consciência desta pessoa poderá ser alterada substancialmente dependendo da percepção da experiência, assimilação e processamento da experiência pessoal.
Não necessariamente a experiência vivida pela pessoa pode ser prejudicial, mas mesmo que a experiência seja considerada benéfica devem ser apropriadamente compreendida, processada e integrada à vida pessoal, para que, tenham sentido e significado. Nas experiências danosas seus aspectos deverão ser tratados nas suas especificidades e peculiaridades.
A Psicologia da Consciência integra os diversos níveis da consciência auxilia no tratamento na área porque abrange os aspectos físicos, cognitivos, emocionais, energéticos e transpessoais, integrando os diversos níveis da consciência. Não podemos abarcar a totalidade da consciência humana e o tema OVNI e abdução sem a compreensão e participação das diversas ciências como: a antropologia, a neurociência, a biologia, a física quântica, a engenharia, psicologia, filosofia da mente, informática, parapsicologia e técnicas como psicoterapias, estados alterados de consciência, hipnose, campos de energia, entre tantas outras, mesmo porque os relatos dos pacientes são amplos com consequências materiais, psicológicas, biológicas, éticas, sociais e espirituais ficam estéreis. Precisamos utilizar todos os recursos existentes desde as interdisciplinas à transdisciplinaridade. O profissional da área de saúde deve proceder com imparcialidade, de maneira nenhuma impondo suas próprias crenças pessoais, seus conceitos, ou influenciar com suas ideias pré-concebidas, respeitando as crenças e valores do paciente.
Preservar a ética clínica que é a âncora norteadora determinante à integridade do tratamento, do paciente e da pesquisa científica e ao mesmo tempo ter mente aberta. Deve se inteirar do fenômeno e suas características.
Uma disciplina nos EUA denominada citada por Stein David de “Exopolitic” (Política extra-humana ou política extraterrestre?). O que podemos entender disso! Parece que existem profissionais levando em consideração os fenômenos como sendo realidade.
4. Trauma e stress pós-traumático
Muitas pessoas escondem revelar suas experiências querendo preservar a sua própria sanidade, a própria pessoa muitas vezes se convence que não foi real o que experimentou e, que não aconteceu com ela, foi um sonho, algo estranho e então o cérebro por não encontrar referencial subtrai para o inconsciente as experiências, mas que com o passar do tempo perturbam sua consciência geralmente surgindo com manifestações de sintomas físicos ou mentais. Estas pessoas se sentem marginalizadas pelo preconceito e pela falta de compreensão do fenômeno vivenciado por ela e sem apoio e da falta de acolhimento muitas vezes de seus próprios familiares entram na dor e sofrimento.
Para o profissional da saúde mental não é relevante se a estória ou queixa do paciente é verdadeira ou falsa e sim restaurar o equilíbrio e saúde física, mental, social e espiritual do paciente e promover a integração de sua energia e consciência tendo em mente que a experiência de cada um é única, intransferível e é exclusivamente de cada um. O fato é que os sintomas existem e, uma pessoa que sofre com uma experiência desta magnitude e não se enquadra numa classificação psicótica ou de um conjunto de transtorno mental geralmente não sabe onde recorrer para se tratar.
Também é importante esclarecer que na maioria das vezes o paciente apresenta  testemunhas, fotos, filmagens, fenômenos parapsicológicos e evidencias perturbadoras. Como conciliar tudo isso com o tratamento? O paciente muitas vezes devido ao alto estresse ocasionado pela sua solidão e não aceitação de sua experiência e por falta de tratamento adequado poderá desenvolver transtornos como de ansiedade, depressão, fobias, pânico e também distúrbios psicossomáticos. Para compreender, precisamos analisar e diferenciar o que é trauma e o que é estresse, e como eles são causados. O trauma é o resultado psicológico e emocional de um acontecimento não usual, algo que está fora da amplitude da experiência humana usual, que é marcadamente perturbadora para quase qualquer ser humano. É o que ocorre ante a uma grave ameaça à integridade física, psíquica e emocional da pessoa como, por exemplo, situações de risco de vida e dependendo da sensibilidade da pessoa e capacidade de processamento, o trauma poderá ir do leve ao agudo. Já no estresse pós-traumático um quadro clínico de que padecem muitas das pessoas que se dizem abduzidas, é criado a partir da situação do trauma. O estresse exige da pessoa algo além de sua capacidade natural de assimilação. Pessoas que dizem viver estas experiências ficarão traumatizadas ou não, de acordo com a natureza e a intensidade do fenômeno a que foram submetidos, além, é claro, da maturidade psíquica e emocional de quem passa pela experiência.
O esforço gerado para preservação de sua integridade física e mental poderá resultar num estresse depois do trauma. No momento da experiência traumática o organismo e a consciência reúnem todos os recursos para manter a integridade e depois ocorre a fadiga e o desgaste, trazendo consequências muitas vezes irreversíveis.
Quando uma pessoa vive qualquer que seja a experiência ou trauma, não conseguindo processar psicologicamente o vivido, tem grande possibilidade de adquirir determinadas sequelas em sua psique. Os distúrbios poderão variar dependendo de como foi a sua intensidade. Muitas pessoas têm reações de medo, pânico e retraimento. Outras, já se sentem eufóricas e felizes com as ditas experiências vividas.
A interferência poderá afetar alguns ou todos os níveis da consciência humana fazendo com que a pessoa tenha dificuldades, na maioria das vezes, de encontrar o equilíbrio por si mesmo, devido à demanda de conteúdos inconsciente que emergem. Portanto devemos lembrar que para a consciência o tempo e espaço são inexistentes e cada nível de consciência tem uma expressão energética diferenciada, possibilitando uma percepção maior ou menor de tempo e espaço.
5. Obsessões inexplicadas
O trauma é tão impressionante que uma pessoa que o tenha muitas vezes se fixa compulsivamente nele. Isto é, tudo a levará para o ponto onde está sua raiz, seja ele um fato consciente ou inconsciente. Como exemplo no filme Contatos Imediato do Terceiro Grau, em que um dos personagens desenvolve uma obsessão por um determinado local. Vivido pelo ator Richard Dreifuss, ele visualiza inconscientemente tal local, chegando a ponto de esculpi lo num prato de purê de batatas ou mesmo com espuma de barbear. O diretor do filme insinua que o personagem já tenha sido abduzido ou que tenha estado e visto aquele local, onde há uma curiosa montanha. Sua obsessão é tamanha que ele acaba conduzindo outros personagens para aquele ponto, onde, de fato, há algo de ufológico.
Na hipotética situação apresentada por Steven Spielberg, diretor do filme, tudo indica que havia uma mensagem no inconsciente daquele personagem, que era compartilhada por outros, sem que eles sequer se conhecessem entre si. Fica claro que no filme os ETs da nave espacial que pousariam no local anunciado no inconsciente dos envolvidos, tinham lhes sugestionado a imagem da montanha em suas mentes. E o processo foi tão intenso que nenhum deles se aquietou até que encontrasse de fato o tal local. No entanto, o filme também mostra a diferença de intensidade que há entre as memórias que um personagem tinha e os outros, inconscientemente, do local. Outro exemplo interessante está na interpretação das atrizes do filme Intruders, inspirado pelos estudos do artista plástico Bud Hopkins um dos pioneiros em promover encontro de mulheres que relatavam suas histórias de OVNIS e abduções e que inspirou o filme, quando projeta os olhos negros dos ETs que a abduziram num quadro artístico, ou nas gemas de dois ovos que estavam sendo fritos na frigideira.
O trauma é, na realidade, um congelamento em alguma parte da consciência. Nos seres humanos, ele ocorre como resultado do início de um ciclo instintivo que não consegue chegar ao final. Para entender isso é preciso saber que o córtex cerebral está dividido em mais de quarenta áreas funcionalmente distintas, cada qual controlando uma atividade específica, sendo que a maioria delas pertence ao chamado neocórtex. Este se sobrepõe às nossas respostas instintivas, e por ser mais elaborado nos humanos do que nos animais, temos a capacidade elaborada de raciocínio. Os traumatismos surgem e permanecem quando o neocórtex supera as respostas instintivas que teriam iniciado a finalização de um ciclo. Já sua cura dependerá do reconhecimento de seus sintomas, que muitas vezes não é algo fácil de lidar, pois é geralmente respostas primitivas do cérebro reptiliano, como as defesas, o ataque, a paralisação, emoções de medo e raiva etc.
É bom notar que existem quatro componentes que estão sempre presentes em algum grau em qualquer pessoa traumatizada: a hiperativação, constrição, dissociação, congelamento ou impotência. Na medida em que a pessoa que foi abduzida não tem maturidade mental, psíquica, emocional ou energética suficiente para lidar o ocorrido que lhe é desconhecido e de difícil assimilação, ela não conseguirá processar a experiência vivida de maneira plena. Isso cria sintomas decorrentes de seu trauma, que podem afetar alguns níveis de sua consciência. E é isso que ocorre na maioria dos casos das pessoas que se dizem abduzida.
Dentro dos relatos colhidos muitas vezes, após o relato do paciente de sua experiência de um sequestro alienígena o estresse aparece de imediato. Em outras demora semanas, meses e até anos para o surgimento de sintomas. Entre eles, alguns sintomas com características físicas são: a coceira, enxaqueca, tontura, diarréia leve ou crônica, enjôo, pressão na cabeça, zunido no ouvido, tremor interno, febres contínuas, pigmentação na pele, perda do apetite, preferência por determinados alimentos, taquicardia, etc. Quando intensificados e não sanados, tais sintomas podem levar à somatização desses males e gerar doenças graves.
Os aspectos psicológicos do paciente associados ao estresse gerado pela experiência poderão causar insônia, depressão, irritabilidade, medos contínuos, sensação de estranhamento, angústias, ansiedade, desconforto, etc. Também nesses casos podem dar origem a psicopatologias diversas, como a síndrome do pânico, paranoia, psicoses e esquizofrenias, ausência da consciência, lapsos de memória, etc. Se os indivíduos que se dizem abduzidos tiverem alguma predisposição à doença poderão desencadear o gatilho para a manifestação destas doenças, o estresse provocado pelo trauma associado a uma queda na imunidade devido a questões emocionais poderá acelerar sua manifestação. Quando instalado, o quadro clínico que caracteriza tal estado poderá promover variações no comportamento, tais como dificuldade de relacionamento com a família ou cônjuge, mudança de casa, de trabalho ou de profissão, surgimento de agressividade ou passividade etc.
Também já foram registradas alterações no humor, falta de vontades específicas ou excesso delas, desejo de ingerir drogas ou álcool, fobia social, medo de determinados locais, objetos e sons, etc. O grau do trauma de um abduzido, ou qualquer outro paciente, será sempre proporcional à intensidade da experiência que a pessoa vivenciou já filtrado pelos seus mecanismos de defesas naturais psíquicas, de adaptabilidade e capacidade de processamento interno.
Em meus estudos clínicos, constato que grande maioria de meus pacientes tem alguma espécie de trauma, e a eles ministro tratamento para recuperar sua integridade e saúde, de forma que possam levar uma vida equilibrada e saudável, mesmo tendo passado por traumáticas experiências com estranhos “conteúdos”. O sucesso de um tratamento não consiste em focalizar no objetivo pura e simplesmente de comprovar se o que foi vivido pela pessoa é real ou imaginário e sim se consiste na integração da experiência pessoal da consciência pela própria pessoa. O importante é subtrair a pessoa do quadro angustiante e integrá-la novamente em sua vida cotidiana de maneira saudável.
O que ocorre em geral é que essas pessoas afetadas estão sendo tratadas com uma medicina ou uma psicologia tradicionais, sem que se leve em consideração muitos aspectos pertencentes a este tipo de quadro clínico. Em muitos casos essas pessoas tomam medicamentos controlados que poderão afetar seu organismo e mente com efeitos colaterais.
Ao contrário dessa situação, o paciente deve ser tratado com integral conhecimento das circunstâncias que o levaram à enfermidade, e isso significa considerar como séria uma possível interferência desconhecida como ocorrem em casos de paranormalidade em geral.
Qual é a porcentagem dos profissionais da saúde física e mental que estão nesta posição ou ainda pior, que tem conhecimento substancial das possibilidades do Fenômeno? Muitos de meus pacientes disseram-me que, quando relatavam aos seus médicos, psiquiatras e psicólogos que tiveram contato com OVNIs, eram diagnosticados como loucos e rotulados como paranoicos ou outra coisa qualquer. Consequentemente, lhes eram prescritos medicamentos para alucinações. Tais profissionais, por ignorância ou preconceito, não demonstraram interesse em conhecer melhor as características do fenômeno OVNI para poderem avaliar, filtrar a queixa de seus pacientes e administrar algum tipo de tratamento adequado.
Assim, é necessário reformular certos conceitos para discernir o que é psicopatologia e delírio do que é uma experiência real, um fato anômalo ou paranormal que atinge de fato uma pessoa e sua consciência. Basicamente, dependerá do conhecimento, da maturidade e do desenvolvimento da consciência de quem a está tratando. A maior dificuldade encontrada no tratamento do estresse pós-traumático dos abduzidos está relacionada à sua busca de uma ajuda eficiente e a dificuldade de encontra-la. Os métodos tradicionais de tratamento quase sempre não abarcam a totalidade da demanda do fenômeno.
Os relatos da maioria das pessoas sobre o fenômeno acontecem quando elas estão dormindo em nível inconsciente ou alterado, isto é, nos estados diferenciados de consciência, alfa, teta, delta. Pessoas apresentam sintomas de síndrome do pânico, mas quando são submetidas a tratamento através de uma anamnese profunda, específica e direcionada, percebesse que passaram por alguma espécie de abuso. Geralmente o campo energético desta pessoa está alterado e muitas vezes completamente cindido. Existe ocasiões que o trauma é tão intenso que o paciente precisa ser submetido a várias terapêuticas para desancorá-lo de sua situação traumática ajuda-lo a caminhar frente à vida.
6. Entrevista de caso clínico
Em uma tarde de 1996 recebi um telefonema de um homem muito ansioso querendo marcar uma sessão de psicoterapia. Dizia ele que havia passado por uma estranha experiência e tinha obtido orientação para me procurar porque sua esposa havia sugerido que ele tratasse o que aconteceu com um profissional de psicologia especializado no assunto. Seu nome Senhor Oliveira, 54 anos, sua profissão na atualidade era técnico de máquinas de lavar roupas, era casado, tinha filhos adultos. Quando o recebi em minha clínica, em S. Bernardo do Campo, na época, percebi que ele estava apavorado, muito ansioso e transpirava amedrontado. Comecei então a fazer uma anamnese (perguntas direcionadas para colher dados de interesse psicológico) Ele se sentou no consultório e relatou o que o estava trazendo até ali. Disse que há três meses (nós estávamos no mês de novembro se não me engano) havia chegado em casa depois do trabalho por volta de 19:00 horas e enquanto sua esposa terminava o jantar resolveu deitar se em sua cama para relaxar um pouco em seu quarto. Ele morava em um sobrado num bairro próximo a periferia de São Paulo.
A janela de seu quarto estava aberta e dava para frente da rua. Quando deitou em sua cama e olhou para a janela começou a ver luzes coloridas que iluminavam o céu, não havia barulho e os tons eram rosa, verde, e azul florescente, uma imagem muito linda como me narrou. Antes mesmo de tomar a iniciativa e se levantar para ir à janela e observar o que era aquilo ocorreu que de repente pulou no batente da janela um pequeno Ser de aproximadamente 1,40 m altura com olhos escuros amendoados e grandes, sua aparência era humanoide, não percebeu sinal de boca ou orelhas, e a cor do corpo ficava furta cor devido ao brilho das luzes que vinham de fora. Ele desceu da janela e parou em frente a sua cama fixando os negros olhos nos seus, quando este homem se sentiu completamente paralisado. À medida que ele me narrava esta história, sentia coceiras pelo corpo, comichões e grande ansiedade. Pude registrar os detalhes, pois estava filmando a entrevista e a regressão com a sua permissão, inclusive na época me assinou um documento me autorizando a apresentar a filmagem da sua entrevista e hipnose em Congressos com intuito de pesquisa.
Disse-me que após o ocorrido quando o Ser foi embora da mesma forma que entrou, sentiu imediatamente náuseas, diarreia que permaneceram por três dias consecutivos. Também se queixou de insônia e que varias semana precisou ir dormir com as luzes acesas. Que comunicou o fato para esposa, mas ela disse lhe que não contasse a ninguém, pois poderiam achar que ele estava louco. Então conversou com seu primo que me indicou na época como uma profissional que trabalhava com este tipo de fenômeno.
Dentro das sessões terapêuticas foi aplicada a hipnose e o paciente sobre hipnose deu continuidade ao relato (fatos que não se recordava conscientemente) dizendo que o Ser aproximou se dele e pediu para que ele bebesse um líquido viscoso, para ele parecia algum tipo de óleo, que o ser havia paralisado seus membros e conversado com ele através do pensamento.
Após as terapias ele se sentiu menos ansioso e os sintomas aos poucos foram desaparecendo.
Uma série de procedimentos foi efetuada para obter dados da idoneidade do paciente e a partir daí traçar um plano de tratamento dos sintomas principalmente psicológicos no sentido de dar um maior conforto ao paciente e um sentido para aquela experiência trazida, relatada e vivida por ele.
7. Considerações Finais
Na medida em que o tratamento avança, a pessoa vai sendo gradativamente conduzida à compreensão e à integração de suas próprias dificuldades, fazendo, assim, com que possa se comprometer com o ocorrido, seja ele qual for, possibilitando dar sentido e significado a sua experiência. Pessoas que se dizem abduzidas são pessoas que precisam de apoio, compreensão do terapeuta, da família e dos amigos.
Existem pessoas que procuram terapia com sua consciência em expansão, processo esse ocasionado em razão da experiência vivida, isso causa acontecimentos estranhos à suas consciências que começam a acontecer em suas vidas. Este processo de expansão de consciência pode gerar fenômenos como: sincronicidades, aparecimento de objetos materializados, visões de luzes e sons no cotidiano, sensações corporais de prazer intenso, de euforia ou de alegria, e de compreensão profunda da realidade etc. Existem as pessoas que dizem que tiveram experiência com OVNIS e ela foi agradável e que encontraram um novo sentido para suas vidas, mesmo assim este conteúdo necessita ser integrado, pois um impulso pode leva-las ao fanatismo. Esses casos precisam ser criteriosamente analisados, para evitar que estes pacientes entrem em práticas dissociativas, que os removam da realidade. Estas pessoas também precisam de suporte, e, de qualquer forma, uma profunda reflexão deve ser realizada para que o equilíbrio lhes seja restaurado, sua integridade pessoal se firme e sua saúde, em todos os sentidos, se restabeleça.
Minhas conclusões apontam que o fenômeno OVNI e o de Abdução estão diretamente relacionados com a Consciência e para tal só poderemos entender o fenômeno considerando pelo menos os cinco estados naturais da consciência:
1.       Estado de vigília;
2.       Estado de sonho sutil;
3.       Estado de sono profundo sem sono ou da experiência meditativa;
4.       Estado de observação ou “O observador”, capacidade de atenção ininterrupta no estado de vigília, capacidade de ter sonho lúcido;
5.       Percepção não dual, onipresença de consciência. O fenômeno da abdução geralmente desafia nossa maneira tradicional de pensar, principalmente nas áreas de tratamento como a psiquiatria, psicologia e medicina.
Um fenômeno que não pode ser explicado psiquiatricamente, entretanto impossível de ocorrer dentro dos padrões da cosmovisão científica ocidental, no entanto ao adentrarmos na integração e proposta da Psicologia da Consciência podemos abrir uma porta para a compreensão de como o fenômeno se dá na consciência humana. O fenômeno dos OVNIS e da abdução são fenômenos desafiadores que tem suas implicações sociais, filosóficas, políticas e espirituais. Estes fenômenos desafiam a nossa ciência como ela é configurada na atualidade, em função disso, novas possibilidades precisam emergir de maneira que a ciência como nos a conhecemos talvez necessite de um novo paradigma para podermos compreender a abrangência destes fenômenos. Por fim, é importante informar que uma grande parcela da população mundial está dentro dos quadros descritos acima. Há 10 anos, participei de um Fórum Mundial em Brasília DF, sobre os temas e foi anunciado por um pesquisador internacional ufológica que 6% da população mundial são abduzidas com ou sem consciência da sua experiência.
Se, o fenômeno é um delírio, necessita se de uma tomada de providência em saúde mental coletiva urgente porque se trata de um nicho especifico de pessoas que sofrem deste transtorno mental necessitando de uma classificação específica e tratamento adequado, mas se consideramos que o fenômeno é real, o direcionamento do tratamento deve ser outro, mais específico e abrangente, possivelmente desafiando os limites das atuais ciências. Pior ainda, se o fenômeno é real e houve acobertamento pelos governos como ficarão as pessoas que foram prejudicadas por tratamentos indevidos e inadequados e prejudicaram sua qualidade de vida?
De acordo com a estatística anunciada acima é possível que haja um número de pessoas maior do que é suposto com suas experiências com os OVNIS, OSNIS (Objetos Submersos Não Identificados) e de abdução por seres considerados não humanoides.
Se, de fato estas experiências e fenômenos anômalos não forem de fato alucinações coletivas como ocorreu em Abril de 2008 no Texas com mais de 280 relatos de avistamentos de OVNIS, registrados pelos órgãos competentes locais e fotografados (inclusos o depoimento do prefeito de uma das cidades) e ventilados na mídia por autoridades civis e militares que publicamente estão narrando suas experiências em relação a estes fenômenos, todos nós estamos sujeitos a tê-las a qualquer momento.

TRABALHO DE PESQUISA REALIZADO PELA DOUTORA BORINE, Mônica S. Consciência e desenvolvimento humano: óvnis e abduções, fenômenos anômalos afetando e alterando a consciência. In:

SIMPÓSIO NACIONAL SOBRE CONSCIÊNCIA, 3., 2008, Salvador.
Anais... Salvador: Fundação Ocidemnte, 2008

Nenhum comentário:

Postar um comentário